Apocalipse – parte 2 – Bp. Roberto McAlister
Livro do Apocalipse é uma carta endereçada a sete igrejas, a sete grupos de crentes, que trata de situações históricas e espirituais. Você jamais entenderá o significado deste livro antes de saber quem o escreveu, para quem e por que o livro foi escrito e qual o contexto histórico da época.
É uma carta em forma de livro, um recado para sete igrejas. É absurdo ao extremo dizer que este livro não trata da situação do primeiro século. Seria uma ofensa frontal às pessoas que estavam padecendo e morrendo por Jesus Cristo, se este livro fosse escrito, enviado e lido mas não se destinasse aos ouvintes. É como se eu escrevesse uma carta para você e lhe dissesse que essa carta foi realmente escrita para alguém que ainda não nasceu. Seria uma decepção e eu não teria razão para guardar tal carta. Nós estamos tratando aqui, meus caros irmãos, de quatro coisas fundamentais: o homem que escreveu, as sete igrejas, a razão deste livro-carta e a situação cultural, religiosa e histórica da época.
O livro foi escrito por João, o apóstolo. Quando Jesus chamou os Seus discípulos, João, o amado, tinha entre 16 e 19 anos de idade. O mais jovem dos doze discípulos. Agora, velho, com quase 90 anos, João estava numa ilha chamada Patmos – havia sido banido pelo governo romano por ser cristão. Ele estava trabalhando nas minas, cortando pedra, acorrentado, dormindo no chão. O mais jovem dos discípulos e o que mais viveu (até o ano 95, quando este livro foi escrito). Ele era o companheiro do povo das sete igrejas. Tendo a sua sede em Éfeso, ele era supervisor, sendo o último dos apóstolos ainda vivo; ele tinha o cuidado espiritual dessas sete igrejas. Ele estava sofrendo, conforme diz no versículo 9 do primeiro capítulo, por causa do seu testemunho de Jesus Cristo como Senhor. O livro-carta foi escrito especificamente para as sete igrejas cristãs identificadas pelas cidades. Não há evidência bíblica alguma de que estas igrejas simbolizem ou representem qualquer outra coisa senão sete grupos de crentes sofrendo uma tribulação violenta e medonha. Havia outras igrejas, não apenas sete, mas as sete identificadas no Apocalipse eram os sete centros de comunicação.
POR QUE este livro foi escrito? Primeiro, como uma advertência contra os males que existiam dentro das igrejas e que ainda existem até hoje. Eu tenho ouvido uma interpretação segundo a qual sendo a igreja de Laodicéia a ultima tratada por João e estando nós na última época, antes da Segunda Vinda de Cristo, nós estamos vivendo na idade da igreja de Laodicéia. Absurdo e uma ofensa contra o povo de Deus que está vivendo para Cristo, porque a igreja de Laodicéia era morna e morta! E dizer hoje que TODA a Igreja de Jesus Cristo é morna e morta é uma ofensa contra o povo de Deus e eu sou frontalmente contra esse tipo de interpretação! Acho uma ofensa contra o Espírito Santo dizer uma coisa dessas! Diga-me que estamos na época da igreja de Laodicéia e eu vou lhe mostrar crentes sinceros, fervorosos, fiéis, prontos para receber a volta, a segunda vinda de Jesus Cristo. Mas eu posso lhe mostrar igrejas de Laodicéia hoje, como também igrejas como a de Éfeso, a de Sardes, e durante toda a História nós podemos identificar igrejas com influências demonstradas destas sete igrejas.
Outra razão desta carta: este povo estava sofrendo, as sete igrejas estavam sendo assoladas por um fanático, um imperador romano chamado Domitian que reinou entre anos 81 e 96 d.C. Este homem era um demônio. Uma geração antes havia surgido a adoração ao imperador romano e, dependendo do caráter do César, todos os povos subjugados por Roma tinha de prestar lealdade publicamente ao imperador romano. Alguns Césares não faziam questão disso. Houve períodos entre a morte de Jesus e as revelações do Apocalipse em que o César não obrigava o povo a prestar adoração a ele. Mas este Domitian era um fanático e exigia a adoração do povo, de forma que todo cidadão de qualquer país dominado por Roma, uma vez por ano, tinha de ir à praça pública jogar incenso numa fogueira perante o ídolo do César e dizer em alta voz: “César é o meu Senhor! César é Deus! Por obrigação, todo cidadão tinha de prestar louvor ao César como deus. João recusou. Ele disse: “Não! Jesus é o meu Senhor”! Ele não foi morto por causa da sua idade, mas foi banido até a ilha de Patmos. Mas, naquela época, ser crente significava que você não tinha mais propriedade, você era menos do que um escravo. Se o povo da cidade queria roubar os seus móveis, você não gozava de proteção pelas autoridades, porque você era um não-gente. Você não era uma pessoa, não gozava de proteção alguma e, além do mais, perdia o seu emprego e começava a viver nas cavernas perto das cidades. Ser crente, naquela época, era assunto de vida ou morte. Você servia a César ou a Jesus, nunca aos dois. E recusar a adorar o César não era um ato político ou religioso. Era uma negação da sua cidadania e a sua proteção; portanto, todos os crentes eram marginalizados da sociedade. (…)
Muita gente está esperando sete anos de tribulação. Quer saber o que é tribulação? São crentes morrendo hoje em várias partes do mundo por causa da sua fé em Jesus Cristo. Não me venha com esta interpretação de que a tribulação está por vir; ela já está aqui! Este mundo não gosta de nós. Este mundo é violentamente contra a minha fé! Há épocas de maior e menor tribulação, mas esta carta foi escrita debaixo de uma tensão tremenda. E João, que pregava o senhorio de Jesus Cristo foi enviado a Patmos.
Como este livro foi escrito? Qual o seu estilo?
Você sabe a diferença entre uma novela e um documentário na televisão? Você conhece as diferenças entres os estilos literários, por exemplo drama e poesia? Você pode fazer coisas em poesia que não faz numa peça teatral, e pode fazer coisas numa peça teatral que não cabem dentro de uma poesia. Mas Apocalipse é um livro singular porque envolve todas as formas literárias para formar o que eu chamo de “Ópera Cósmica”. Uma “Ópera Cósmica” tem música, drama, diálogo, narrativa, visões, profecias e simbolismo.
João está lá no seu dia de folga, no Dia do Senhor e, de repente ouve uma voz atrás dele na caverna, como de uma trombeta. Ele olha e começa a ver que um “filme” começa a desenrolar-se à sua frente. Este filme é terrível e modifica-se constantemente. João começa a escrever, conforme lhe é ordenado. O grego do Apocalipse é o pior da Bíblia. Sabe por quê? Porque João era um hebreu que falava grego mais ou menos. Mas antes, em Éfeso, ele tinha alguém para corrigir os seus erros gramaticais. Mas o coitado estava sozinho e viu tudo num dia só. Coisas acontecendo tão rapidamente que ele escrevia e nem podia corrigir os seus erros. Este livro está cheio de movimentação, de panoramas: tem um mar como que de vidro, tem uma besta que sai no deserto montada, em cima está uma mulher… João vê tudo isto e ouve um coral cantando, depois silêncio no céu durante trinta minutos… Coitado do João! Ele tentou colocar em 22 capítulos o que ninguém pôde. Ele vê Cristo e diz: “Oh, meu Deus!” Esse homem inclinava a cabeça no peito de Jesus, mas quando viu o Cristo glorificado, caiu aos Seus pés como um homem morto. Este livro é fabuloso! Este livro é dramático! Este livro tem poesia, tem música, tem TUDO! E no final, você fica sem fôlego. Você está lá com a cabeça cheia e quente de coisas e finalmente vê aquela reunião lá no céu, e os vinte e quatro anciãos dando graças a Deus, e os quatro seres viventes, e os cento e quarenta e quatro mil dizendo: “Digno é o Cordeiro!” E você começa a dizer: “Oh, aleluia! Eu sabia que ia terminar assim!” Quando eu passei por aquela tribulação, não tinha tanta certeza, mas agora, louvado seja o nome de Jesus! Tudo vai acabar bem!” (…)
Palavras-chave no Apocalipse: Israel, o Falso Profeta, as Duas Testemunhas, o Cordeiro, o Dragão, a Besta, a Meretriz, Babilônia, tribulação, milênio, Nova Jerusalém.
Uma coisa você tem de saber: numerologia. Se você não entende de números bíblicos, não vai entender o Apocalipse.
Eu vou dar-lhe rapidamente a chave dos números. A mesma chave que a Bíblia usa desde Gênesis até o Apocalipse.
- Número três: Deus, a Santíssima Trindade.
- Quatro: Inteireza. Completa. Como os quatro cantos do mundo, os quatro ventos, as quatro estações do ano, etc.
- Seis: o número do homem. Adão foi criado no sexto dia, o homem trabalha seis dias na semana. O escravo, no Velho Testamento, trabalhava seis anos para ganhar sua liberdade. O número seis na Bíblia significa homem.
- Sete: perfeição. Sete dias da semana, sete igrejas no Apocalipse, sete braços no candeeiro do tabernáculo. Sete é um número de perfeição. Você sabe como se chega a sete? É três mais quatro.
- Dez: totalidade. O sistema básico de enumerar sempre foi de um a dez. Onze é dez mais um. Doze é dez mais dois, treze é dez mais três… então o número dez sempre significava totalidade. Dez patriarcas, dez mandamentos etc…
Tudo mais é decorrente destes números e eu vou chegar lá. O número 24 é muito importante, como também o número 12. Eu vou dizer o que significa o número 1000. Eu vou dizer o que significa o número 144 mil. Quanta bobagem tem sido dita a respeito deste número! Estes números não significam o que dizem. Você vai descobrir o que significa biblicamente o milênio, pois toda uma doutrina foi formulada em cima de cinco versículos e a palavra milênio não aparece sequer uma vez na Bíblia. No decorrer deste estudo, tudo isso será explicado.
Há, porém, uma mensagem singular em todas as sete visões do Apocalipse: A Igreja, mesmo perseguida e atribulada, termina vitoriosa. Satanás com toda a sua força e poder será destruído. E finalmente: Jesus Cristo é o único Senhor.
(Continua na próxima edição)
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As cartas as sete igrejas sãos as palavras de Cristo: elas são a revelação da parte de Jesus e a respeito de Jesus.
Jesus anseia por Sua Noiva! Ele ama a Sua Igreja. Ele pagou por Sua Noiva com Sua própria vida, por isso “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Está claro que o Noivo deseja compartilhar de novo da intimidade da Igreja. Mas como Ele fará isso?
Para isso Cristo terá que se revelar novamente para a Sua Igreja. Uma Igreja que permite ser arrebatada em espírito para ver a pura Luz da Palavra, e ter seus olhos purificados para enxergar a verdade, a revelação do Noivo. E Cristo fará isso “no dia do Senhor”, no dia em que permitimos que a Vida em nós se origine pela compreensão e aceitação dEle como o Cordeiro Exaltado, o Noivo da Igreja (As Cartas de Amor de Jesus)
eu tenho a certeza que o numero da besta é 696 primeiro pelos dois numeros de cada ponta que significam imperfeição e o do meio que significa centro da totalidade Deus tem sua totalidade ou seja os 9 fruto do Espirito e a besta também precisa ter se quiser ter exito em seu propósito caso contrário não terá seria como uma cabeça sem dois braços. __ A-lira na sua totalidade seria o correto.
Está muito correto , até muito elucidativo , contudo tenham certeza ao ler este livro que assim como Jesus disse em mateus, que somente os vecedores adentrariam no reino, esta bendita igreja terá uma oportunidade de retornar ao primeiro amor( já que neste momento o amor de quase todos se esfriou, como diz o Senhor para este momento…), largando os braços da avareza e tornando para o Senhor como prodigos que temos sido. Ao desenrrolar dos acontecimentos a exemplo do bramido do mar, muitos trocaram suas vestes de arrogancia por vestes de bondade, beniguidade, paciencia e compaixão ,manifestando então o fruto do amor.
Irmãos este momento nada mais é do misericordia de Deus , nos ensinando através do sofrimento como diz Pedro em sua carta.
Jesus virá buscar sua igreja como diz a palavra, contudo em meio a este cenario apocaliptico será a igreja que anuciará o evangelho eterno as multidões que estarão no vale da decisão , como diz Pedro em seu discurso em atos( Joel) , que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
E não se enganem benditos são os da primeira ressureição, só ha duas formas de entrar no ceu, arrebatado ou ressucitado. Não haverá segunda chance. admleonardo@yahoo.com.br
jesus vem nos,buscar e a ultima trombeta vai tocar,vai anunciar a volta do filho de deus,e todo o olho vera as nuvens abertas,com mais de mil anjos ao redor.
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