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Apocalipse – parte 4 – Bp. Roberto McAlister

13 abril 2009 Sem comentarios

Apocalipse - Bispo Roberto Mac

Apocalipse – Bispo Roberto McAlister

Continuando o nosso estudo do capítulo 1, versículos de 10 a 20, vamos agora abordar a espada que sai da boca.

No versículo 16 lemos: “… e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes…”. Isso não pode ser interpretado de forma literal. O que significa uma espada, biblicamente falando?

Há espadas em quase todos os livros. Veja em Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é para se discernir os pensamentos e propósitos do coração”. Então o Jesus manso e suave dos Evangelhos também é um Cristo que corta, que separa, que vai ao âmago do assunto.

O seu rosto brilhava como sol na sua força. Quando O vi, caí aos seus pés, como morto”. O Seu rosto. O rosto de uma pessoa é sua essência. O retrato que está reproduzido na capa do meu livro “Sete Dias e Sete Palavras”, é um retrato pintado pelo Prof. Queen Vandick. Ele me olhou e me pintou. Ele não pintou os meus joelhos, porque se eu fosse retratado pelos joelhos, não seria reconhecido para quem olhasse o retrato. O rosto revela a personalidade. E, antes de me pintar pela primeira vez, aquele homem que me conhecia há mais de vinte anos olhou-me com uma intensidade que quase me amedrontou, porque sabia que, se pudesse captar na tela o meu ros-to, teria a minha personalidade.

João viu o rosto de Jesus, que brilhava como o sol na sua força. Leia o último capítulo de Malaquias e você verá uma descrição de Jesus que inclui estas palavras.

Tanto medo, tanto temor, tanto respeito. Você pode ignorar Jesus, mas não pode ignorar o Cristo glorificado. Para alguns, o Jesus histórico é um revolucionário, para outros um filósofo, para outros um rabino, para outros um exemplo, para outros o Filho de Deus, mas quando você se encontra com o Cristo glorificado, terá de cair aos Seus pés, como uma pessoa morta. Este é o Cristo que nós seguimos. Este é o Cristo que João viu, o Cristo terrível, porque Jesus é o nome da Sua humanidade e o nome da Sua humilhação. O nome de Jesus representa a Sua humilhação. Cuspiram no Seu rosto, maltrataram-no, caçaram-no na sua própria terra para matá-lo. Cristo é o Seu título. Os demônios chamaram-no de “Cristo”. Mas cito um versículo bíblico, que explicará este assunto – Atos 2.36: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. Você não tem que considerar só o Jesus manso e suave. Este Jesus foi crucificado e, em conseqüência da crucificação, Deus fez dEle Senhor e Cristo. Tenha uma visão do Cristo ressuscitado. O Cristo cuja voz é como água, cujos olhos são como o farol, o fogo, cujo rosto brilha como o sol; o Cristo glorificado, que penetra e que nos chama com voz de trombeta.

O mundo não vê o Cristo Crucificado. O mundo vê apenas a luz da vela da igreja. O mundo não tem a revelação que João teve e que nós temos. Mas a Igreja é como um candeeiro que brilha na escuridão. O mundo nos odeia porque somos luz e pecadores preferem a escuridão. Porque a escuridão esconde e a luz revela. A Igreja é essencialmente a luz na escuridão. Pois bem, a mensagem para estas sete igrejas é a mensagem para a Igreja. Estas sete igrejas não representam mais nada, senão a Igreja de Jesus Cristo.

E repito: fico exaltado em ouvir que nós estamos vivendo na época da igreja de Laodicéia. Essa é a teoria linear da visões e, sendo Laodicéia a última das sete igrejas tratadas pela visão, e estando vivendo os últimos dias desta dispensação, obviamente nós temos que estar vivendo na época de Laodicéia, uma igreja morna e morta. Uma ofensa contra um crente vivo nos dias de hoje. Esta interpretação é uma vergonha e eu me recuso frontalmente a aceitar esta ofensa contra a Igreja do Senhor Jesus Cristo! A renovação carismática é a prova de que nós não estamos na igreja de Laodicéia. Muito pelo contrário, estamos recebendo a chuva serôdia, prometida por Joel e Pedro. Nós estamos, sim, nos últimos dias desta dispensação, mas não me diga que a Igreja toda está morna, fria e morta .

Eu posso mostrar-lhe épocas na História quando a igreja era muito mais morna do que hoje. A corrupção da igreja romana nos tempos medievais é o retrato fiel da igreja laodiceana em todas as épocas. Hoje, eu posso lhe mostrar uma igreja que perdeu o seu primeiro amor, eu posso levar você a igrejas que começaram no fervor, no fogo de um reavivamento e perguntar a pastores da mesma igreja, se acreditam no nascimento de Jesus Cristo pela virgem e eles vão negar frontalmente. Há um seminário Batista, no Estado de Kentucky, cuja faculdade nega totalmente a divindade de Jesus Cristo. Há igrejas metodistas que negam totalmente a necessidade do perdão de nossos pecados.

Ora, no ano 55, em Éfeso, eles queimaram os ídolos dos recém-convertidos. Quarenta anos mais tarde, no ano 96 – a data do livro do Apocalipse -, o Espírito Santo diz à Igreja: “perdeste o teu primeiro amor”. No espaço de quarenta anos, uma geração só, a igreja de Éfeso perdeu o seu primeiro amor e virou outra coisa. Cuidado! Vá a Éfeso hoje e você descobrirá ruínas. A igreja de Éfeso não mais existe, porque profeticamente Deus disse: “eu removerei o seu candeeiro” – e removeu! Tem lugares chamados de igreja onde não há mais anjo nem candeeiro, pela invasão do mundo, pelos ataques de Satanás e pelo espírito lacônico, mundano, social demais. Há muitas igrejas que são semelhantes a clubes como o Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo: aglomerações de pessoas com as mesmas finalidades, pagando as suas mensalidades e elegendo os seus presidentes – e também brigando entre si toda semana.

Hoje há também a igreja de Esmirna, de Sardes, de Laodicéia, Pérgamo, Filadélfia; há pessoas abraçando o martírio, há pessoas sendo mortas hoje, por causa da sua fé. Há pouco tempo, um jovem rapaz, aqui na América Latina, perdeu a sua vida porque cometeu o “crime” de traduzir a Bíblia para a linguagem de uma tribo. E você tem a coragem de me dizer que ele é parte da igreja de Laodicéia? Não ofenda um santo que morreu por causa de seu testemunho!

Leia, portanto, os capítulos 2 e 3 e ouça a voz do Espírito Santo, porque dentro de qualquer templo, num grupo de quase mil pessoas, nós temos representantes de cada uma dessas igrejas: a igreja mundana – Pérgamo; a igreja da doutrina falsa e da corrupção moral – Tiatira; a igreja de Sardes, morta, em perigo, com alguns fiéis; Filadélfia – perseguida mas perseverante; Laodicéia – rica, morna, excomungada. E, no final desta visão, não em forma de um suplicante, mas na forma do mesmo Cristo que João viu no capítulo 1, Jesus diz: “Eu estou à porta e bato”. Nunca é tarde demais. Até soar a última trombeta, há esperança para uma igreja, para uma família, para uma pessoa.

Eu fui convidado a pregar numa igreja católica inglesa, pelo o Dia Internacional de Oração – uma piada! Uma nação não ora, uma comunidade não ora, uma igreja, sim, ora; uma pessoa ora. Então, eu tenho que falar sobre gente e não sobre um movimento internacional de oração que não passa de uma frase, de relações públicas. Dizer à Igreja de Nova Vida que nós somos Éfeso, Sardes ou Filadélfia é um absurdo, porque dentro desta igreja nós temos pessoas saindo da corrupção, ainda com os vestígios que trouxeram para cá; temos pessoas no Evangelho há tanto tempo que perderam o seu primeiro amor, e também temos gente fiel, pronta para dar até a sua própria vida pelo testemunho de Jesus Cristo.

Esta primeira visão representa as advertências, as demais visões são gloriosas e a chave de tudo é a número três: sobre Cristo no céu entre os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos.

Se você entender os capítulos 4 e 5, vai entender tudo sobre o Apocalipse. Se você entender o que representa aquele livro, na mão direita do Cordeiro, vai entender o Apocalipse de ponta a ponta.

Que Deus nos abençoe, nos ilumine, nos dê não as sete visões mas uma só: a do Cristo glorificado. Eu quero saber com quem terei de lidar quando eu vir Jesus pessoalmente. Eu quero conhecer o Cordeiro assentado no trono, com poder na Sua mão direita. Amém!

(Continua na próxima edição)

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